Eu sou meio assim, meio de sol, meio de lua, mas ai depende. Depende de como eu adormeço de dia, e amanheço a noite.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entenda.


Qualquer legenda seria desnecessária!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Querido Anônimo - II


Querido Anônimo.
Mal lembro das suas cartas.


Diferentemente de antes, as coisas andam bem. Não tão bem como eu queria, mas bem como elas realmente tinham que estar. Sabe, tem horas que eu prefiro pensar assim, ver todos esse dias dessa forma, acreditando que o rumo tomado por essa historia foi o melhor que poderia ter acontecido.

No fundo não acredito que esse seja o rumo melhor, mas, pode ser que seja o mais correto, quer dizer, o mais viável, o mais real. Às vezes canso dessas estórias, desses contos que de fadas não tem nada, pra mim estão mais Clarice, eu acho. Uma complexidade sem fim, onde nada acontece enquanto eu na minha atmosfera, falo comigo mesma. Entende?

Enfim, tantas coisa aconteceram nesse tempo, eu poderia passar um dia inteiro contando, mas agora tenho preguiça. E isso não quer dizer que eu não tenha vontade de te contar, é só preguiça mesmo. Quem sabe ela passe quando nos falamos novamente?Como antes, ou melhor, como sonhamos uma vez. Não sei. Só estou te escrevendo mesmo, porque ontem minha avó numa de suas crises de adivinhação, “leu meu futuro” nas entrelinhas do baralho, enquanto jogávamos pife, buraco, truco, canastra, escopa e outras jogatinas.

Nessa de adivinhar, ela me revelou que terei uma grande alegria ao receber uma carta. Uma carta?Como assim? Será sua? Talvez. É uma pena, mas eu não acredito nessas coisas, só escrevi por escrever, quem sabe você lê, me responde e dá um incentivo a mais à vovó? É. Sábia vovó. Eu te digo, não foi por falta de aviso, mas, um dia ela me disse: “Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça para baixo”. Será porquê?


Despretensiosamente, Eu

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Querido Anônimo - I

Querido Anônimo.
Parei de ler suas catas. 

Não se assuste. Falo isso assim logo de cara; só pra você entender o porque disso que vou tentar dizer nas linhas subsequentes. É que faz algum tempo que parei de ler suas cartas e sinceramente, acho que já devia de ter tomado tal atitude. Hoje é a primeira vez no dia que resolvo escrever pra você, acho que fiz isso umas três ou quatro vezes há uns dias atrás. Não sei.

Isso aconteceu, só porque ainda não tive coragem de me desfazer delas, elas estão lá; intactas. As suas cartas estão no mesmo lugar em que você deixou e que eu guardei de mim mesma, só para não fazer algo inesperado, como deletá-las num ímpeto de libertação lançando as lembranças, uma a uma, na minha lixeira.

É uma pena, mas, sinceramente eu precisaria de muito mais do que isso pra conseguir esquecer. Antes que você pense que não leio mais suas cartas porque elas me fazem mal, digo logo que não; elas não me fazem mal e nem bem. Eu não sei mais o que elas me fazem. Quem sabe seja apenas pela saudade daquele tempo, lembra? Eu me lembro vagamente, a minha memória não me ajuda a lembrar dessas coisas que não me fazem sentir nem bem nem mal, ela sabe que comigo ou é oito ou oitenta.

E isso não é novidade pra você, apesar dos pesares e do seu anonimato, você conhece uma porcentagem significante de mim. Enfim, prezado anônimo, agora que consegui dizer isso, tive uma vontade quase incontrolável de ler aquela quarta ou quinta carta que você me mandou, aquela em que você mesmo com o seu mau humor de quinta feira, dizia que as minhas comparações sobre o que eu sentia, eram gentis. Ledo engano, você é que soube ser gentil comigo.

Querido anônimo, com nome e sobrenome, para ocupar esse vazio que ficou, passei a escrever pra mim mesma, pelo menos eu me respondo e eu sei me esperar. Hoje posso até não ler mais as suas cartas, mas de você não me esqueço nunca, ou até quando eu decidir. Então fica bem, fica em paz. Obrigada pelas cartas e por tudo aquilo que compartilhamos, a sós.


Despretenciosamente, Eu.

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